SÍNDROME METABÓLICA E EXERCÍCIO – PREVENÇÃO E TRATAMENTO
- Maria Cesira Catalani
- 2 de fev. de 2018
- 4 min de leitura

Uma das principais patologias relacionada ao sedentarismo e à má alimentação é a síndrome metabólica. A síndrome metabólica não é uma doença apenas, mas um conjunto delas; é uma síndrome. A síndrome metabólica possui várias definições, dentre as quais temos a seguinte: a síndrome metabólica acontece quando se tem a presença de três destas patologias ou mais: obesidade visceral, dislipidemia, hipertensão e hiperglicemia.
Como ocorre a síndrome metabólica? Na verdade ela ocorre por um acúmulo de maus hábitos de vida que gera um acúmulo de patologias. A síndrome nada mais é do que um conjunto de patologias que aumenta o risco de mortalidade e diminui a qualidade de vida. Essa síndrome liga-se com o aumento da gordura corporal e, graças a esse acúmulo, ocorre maior inflamação crônica e estresse oxidativo no organismo. Estes componentes diminuem a eficácia do nosso sistema cardiovascular, deixando as pessoas que sofrem dessa síndrome mais propensas a doenças relacionadas ao coração, como infarto e hipertensão. Tanto a hipertensão como a resistência à insulina se relacionam com um sistema nervoso simpático muito estimulado, exercícios que estimulem o sistema nervoso parassimpático, como dito nos últimos posts, são uma ótima maneira de prevenir e combater estas doenças.
Pessoas com síndrome metabólica possuem todas as causas de mortalidade aumentadas, destacando-se o acidente vascular cerebral (AVC) e doenças cardiovasculares, os quais são o principal motivo de morte no mundo. Como se já não bastasse, é uma porta de entrada para o desenvolvimento de outras doenças, como doenças hepáticas, renais, diabetes mellitus, apneia do sono entre outras doenças crônicas.
A obesidade visceral junto da resistência a insulina são considerados a porta de entrada para a síndrome metabólica. A obesidade visceral é o principal tipo de obesidade que correlaciona-se com doenças cardíacas, diabetes mellitus tipo II entre outras doenças. Uma ótima maneira de saber se você possui obesidade visceral ou acúmulo de gordura nesta região é através do índice cintura/quadril, um teste que é feito na avaliação física, dessa maneira você sabe, mesmo se não esta acima do peso, se possui este fator de risco e recebe orientação do avaliador físico de qual a melhor maneira de combate-lá.
A resistência à insulina, também conhecida como pré-diabetes, é uma resistência de alguns receptores de insulina do corpo que se apresenta, isso eleva a glicose no sangue, conhecido como hiperglicemia. Quando não tratado leva ao diabetes mellitus. Caso você tenha ou conheça alguém que tenha diabetes mellitus tipo II fique atento, pois 80% das pessoas que possuem essa doença possuem a síndrome metabólica.
O sedentarismo e a alimentação com alto teor de gorduras e carboidratos refinados estão fortemente ligados à obesidade visceral, resistência a insulina e as outras patologias que levam à síndrome metabólica. Muitas vezes esses fatores se juntam a uma predisposição genética, o que agrava o caso, por isso, se você não tem predisposição genética alimente-se bem e faça exercício, caso você possua, faça isso, mais ainda! Muitas vezes as pessoas que se encontram neste quadro não têm uma boa lembrança ou vivência com exercícios físicos o que pode gerar no começo uma barreira inicial. Contar com um Personal Trainer que ouça sua história de vida, rotina e objetivos diminui a força destas barreiras e, através de um trabalho consciente e respeitando as características individuais de cada um é possível se tornar ativo, sem medo. Essa é a forma como trabalho.
A síndrome metabólica está fortemente relacionada com a falta de condicionamento físico e atividade física. É comprovado que aqueles que são sedentários ou possuem um condicionamento físico pouco desenvolvido possuem maiores chances de terem a síndrome.
Através do exercício físico é possível aumentar a ação de citocinas anti-inflamatórias e inibir as citonicas inflamatótias, as quais colaboram para o ganho de peso. Além disso, o exercício estimula a lipólise, processo que leva à oxidação de gorduras, popularmente conhecido como “queima” de gordura. Contando ainda que nossos músculos estão entre os principais, se não o principal responsável pela absorção de glicose, o que diminui os níveis de insulina no sangue prevenindo e tratando a resistência a insulina, por exemplo, e sendo importante para a oxidação de gorduras. O exercício de forma regular melhora essas funções musculares, favorecendo níveis de insulina mais baixos, perda de gordura e aumento do metabolismo, tornando-o mais saudável.
Tanto os exercícios de força como os aeróbios servem para prevenção e tratamento da síndrome metabólica. Estudos mostraram que quanto maior a força muscular, mais distante o indivíduo fica de todas as doenças que caracterizam a síndrome metabólica.
O exercício é de vital importância, porém o que você faz durante o seu dia também faz diferença. Quando comparamos pessoas mais ativas durante o dia com pessoas que se movimentam menos, as que se movimentam menos possuem maior incidência de síndrome metabólica e outras doenças. Exercitar-se é importante, porém manter-se ativo durante o dia também, trocar o carro pela caminhada ou bicicleta, o elevador pela escada são exemplos de hábitos que podem ser mudados para melhorar a saúde e condicionamento físico de forma simples. A intervenção no estilo de vida é determinante para a mudança do quadro e prevenção.
Embora ocorra a predisposição genética, o principal fator de risco para a síndrome metabólica não é genético, mas, sim, comportamental. Pessoas sedentárias que possuem uma má alimentação são as que mais desenvolvem essa patologia. Por isso,cuide-se! Realizar exercícios físicos, tanto aeróbios como de força, contribuem para a prevenção e tratamento da patologia. Os dois tipos de exercício possuem efeitos positivos no seu tratamento e quando feitos em conjunto seus resultados são ainda maiores. Como sempre digo, aliar ainda esses exercícios com exercícios que estimulam o sistema parassimpático auxiliam ainda mais no combate ao estresse e melhoram ainda mais a qualidade de vida. Para treinar conte com um Personal Trainer e, para alimentar-se com qualidade, com o Nutricionista. Bons treinos!
Referências Bibliográficas:
Roberts, Christian K., Andrea L. Hevener, and R. James Barnard. “Metabolic syndrome and insulin resistance: underlying causes and modification by exercise training.” ComprehensivePhysiology (2013).
TEXTO POR: Leon Freitas Jannucci – Personal Trainer
Disponível em: https://leonfreitaspersonal.wordpress.com/2016/04/27/sindrome-metabolica-e-exercicio-prevencao-e-tratamento/
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